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quarta-feira, 24 de outubro de 2018

O EU

Certo dia, o Imperador, soube que um grande sábio estava perto de seu palácio e mandou chamá-lo. Assim que o Mestre chegou, foi levado à presença do Imperador, e este fez-lhe uma pergunta:

"Mestre, aonde fica localizado o Eu? Como o senhor definiria o Eu?"

O sábio olhou a sua volta e pediu ao Imperador para irem às portas do Palácio, para poder exemplificar; lá chegando, disse:

"Por favor, peça para trazerem aquela carroça que está lá ao fundo."

Quando a carroça chegou, puxada pelos cavalos, o Mestre perguntou:
"Venerável Imperador, me diga, o que é isso?"

"Uma carroça, é claro." - respondeu o Imperador.

O mestre pediu, então, que retirassem os cavalos que estavam atrelados à carroça; feito isto perguntou: "Os cavalos são a carroça?"

O Imperador respondeu que não, são apenas cavalos. O mestre, agora, pediu que as rodas fossem retiradas, e perguntou:
"Venerável Imperador, as rodas são a carroça?"

Novamente o Imperador disse que não. Pedindo para retirarem os assentos, o monge pergunta: "Me diga, meu Imperador, estes assentos agora são a carroça?"

Mais uma vez, o Imperador disse que não. Retirado o eixo, o Mestre pergunta: "Este eixo seria a carroça?"

Mais uma vez o Imperador, diz que não e já começa a ficar impaciente com o sábio. Quando o monge pergunta se o que restou é ainda uma carroça, o Imperador respondeu: "Claro que não, retiradas todas as partes, a carroça não existe mais."

"Então, da mesma forma, a carroça estava perante nós, ela existia para nós, porém, bastou separar as suas partes, que ainda estão diante de nós, para não reconhecermos com o que chamávamos de carroça. o Eu, da mesma maneira, não pode ser definido por suas partes; não está aqui, não está lá. O Eu não pode ser encontrado em parte alguma. Ele não existe, é apenas uma ilusão; uma aparência. " - explicou o Mestre.


Conto Zen

sexta-feira, 29 de junho de 2018

EU E O TEMPO


"Contei os meus anos e descobri que tenho menos tempo para viver do que o que vivi até agora.

Sinto-me como uma criança a quem lhe ofereceram um monte de doces: o primeiro comeu deliciada, mas quando percebeu que já havia poucos, começou a saboreá-los lentamente.

Já não tenho tempo de vida para reuniões intermináveis em que são discutidos estatutos, regras, procedimentos e regulamentos internos...
O meu tempo já é curto para aturar pessoas absurdas que, apesar da idade cronológica, não cresceram.
O meu tempo é ainda mais curto para discutir títulos.
Eu quero viver sem pressa e ainda com alguns doces na palma da minha mão.
Quero viver ao lado de pessoas humanas, muito humanas. Que sabem rir dos seus erros. Que não fiquem inchados com seus triunfos. Que não fiquem longe das suas responsabilidades.
O essencial é o que faz a vida valer a pena.
Pessoas a quem os golpes da vida, ensinaram a crescer e a serem mais fortes.
Estou com alguma pressa para viver com a intensidade que só a maturidade nos pode dar. Não quero desperdiçar nenhum dos doces que eu guardei. Tenho certeza de que eles serão agora muito melhores dos que eu comi até agora.
Nós temos duas vidas e a segunda começa quando percebemos que só temos uma...
Esta!"

autor desconhecido.

terça-feira, 11 de outubro de 2016

O SÁBIO AGRADECE O POBRE DE ESPÍRITO RECLAMA

O Hábito de Agradecer – Enquanto o Sábio Agradece o Pobre de Espírito Reclama


Para ser feliz não precisa de grandes conquistas materiais. Já tem o pôr-do-sol, as estrelas, os pássaros, o sorriso dos amigos, os seus irmãos…



Agradeça a Deus, pois você tem sua vida, o dia que está começando, sua força e determinação.
Com todos esses presentes da vida, o resto se constrói…
O sábio agradece às pessoas que acreditaram nele porque o ajudaram a se sentir abençoado, mas agradece também àqueles  que o desqualificaram, pois foram eles que o ensinaram a ser um  guerreiro.

Numa equipe integrada, as pessoas agradecem aos companheiros.
Agradecem não só individualmente mas também — e principalmente — na frente dos demais.
A gratidão gera um clima em que todos se sentem importantes para o resultado do grupo.
Agradeça: uma ajuda, um toque, uma orientação oportuna,  uma crítica pertinente.
Agradeça: o esforço de varar a noite para entregar um projeto, o de chegar mais cedo numa emergência, o de ficar uma semana sem almoço para substituir um colega doente.
Agradeça: uma boa ideia, uma presença positiva e cooperativa.
O agradecimento faz o outro se sentir importante e cria a consciência de pertencer a um grupo.

***
Roberto Shinyashiki Os Donos do Futuro