sexta-feira, 22 de junho de 2012

AS CAVERNAS DOS MIL BUDAS





As Cavernas de Mogao em Dunhuang, província de Gansu, também conhecidas como as cavernas dos mil budas. Foram esculpidas ao longo de mil anos, desde o século 4, nas encostas da montanha de Mingsha com cinco andares e 1,6 km de comprimento. São conhecidos 492 santuários budistas com estátuas e frescos. Fazia parte da Rota da Seda e está incluído na lista da Unesco como Patrimônio da Humanidade desde 1987 (foto ChinaCulture.org).

quarta-feira, 20 de junho de 2012

FILOSOFIAS CHINESAS


  Na China existem diversas filosofias 
que regem a vida dos chineses


yin e yang



TaoísmoO taoísmo, ou daoísmo, é um sistema filosófico-religioso com base nos ensinamentos de Lao Tsé, que teria vivido no século 6 a.C., e seu principal livro, o Dao De Jing (ou Tao Te Ching), o livro do Caminho e da Virtude. 
O taoísmo prega a aceitação e a concessão com relação à vida, compensando e complementando a austeridade e o rigor moral em que vivem os chineses. Acredita-se que tudo é composto pelos elementos opostos yin e yang. 

Taoísmo e Confucionismo: Existe certa dificuldade em se separar claramente o taoísmo do confucionismo. Ambos têm origem na China, em épocas próximas, sendo que o taoísmo é alguns anos mais antigo. As duas filosofias têm muito em comum quanto às idéias sobre o comportamento das pessoas e o entendimento do Universo. Não raro os chineses são ao mesmo tempo taoístas e confucionistas. Acredita-se que muitas das ideias das duas filosofias originaram-se bem antes.

Taoísmo e Budismo: Sendo um terceiro sistema filosófico que influencia o povo chinês, o budismo opõe-se ao taoísmo em alguns pontos. Como exemplo, a não existência de um ego individual e da natureza ilusória do mundo material. Compartilha alguns conceitos sobre o comportamento humano.

sábado, 16 de junho de 2012

I Ching, a arte da adivinhação


Segundo a lenda chinesa, Fu Hsi criou os trigramas e combinou-os em hexagramas há mais de cinco mil anos. Estava criado o I-Ching, uma das mais remotas formas de adivinhação proveniente da civilização chinesa, uma das mais antigas do mundo.
Adivinhar o futuro é uma das maiores obsessões de sempre da história do homem. Desde os magos que acompanhavam as tribos nómadas de caçadores, aos astrólogos dos reis e sultões, aos actuais parapsicólogos, a tentativa de vislumbrar o que está para lá das brumas do futuro tem sido uma arte cada vez mais refinada, recorrendo mesmo à ajuda de computadores.

Como todas as civilizações, também a China possui uma forma de adivinhação que tem passado gerações e que, para além de vislumbres possíveis do futuro, dá também respostas para questões mais filosóficas.
A arte de adivinhação do I Ching é proveniente de alguns livros extremamente antigos, escritos em tiras de bambu e encontrados em escavações arqueológicas no noroeste da China, num período anterior à dinastia Chou (1150 – 249 a.C.).
Aliás, poucos livros existem com uma origem tão remota quanto estes, tendo apenas como equivalente próximo o Velho Testamento.
Os primeiros caracteres e simbolos do I Ching foram gravados em ossos e conchas.
O I Ching ou Livro das Mutações tem servido de inspiração para o Confucionismo e o Taoísmo e está firmemente enraizado na cultura chinesa. Não se trata de um livro religioso, nem apresenta crenças únicas, antes mantém uma convicção não religiosa e dá uma orientação individual, com uma resposta para cada pessoa e para cada questão.
I Ching
O I Ching é constituído por sessenta e quatro hexagramas, originados de oito trigramas, cada um com a sua complexidade e interpretação: chiten, o criativo; k’un; o receptivo; chên, o incitar; k’na, o abismal; kên, a quietude; sun, a suavidade; li, o aderir; tui, a alegria.
Através do lançamento de pedras marcadas com os diferentes hexagramas ao mesmo tempo que se formula uma questão, de forma clara, a combinação de imagens fornece a resposta que pode ser válida por vários dias ou mesmo meses. Não se deve insistir na mesma, o que implica falta de respeito e esta consulta deve apenas ser feita uma vez por dia.
A forma como se age em relação ao I Ching depende de cada um individualmente, porque esta técnica ajuda cada indivíduo a viver a vida de forma integral, a ser criativo e a abrir as portas do universo.