quarta-feira, 20 de junho de 2012

FILOSOFIAS CHINESAS


  Na China existem diversas filosofias 
que regem a vida dos chineses


yin e yang



TaoísmoO taoísmo, ou daoísmo, é um sistema filosófico-religioso com base nos ensinamentos de Lao Tsé, que teria vivido no século 6 a.C., e seu principal livro, o Dao De Jing (ou Tao Te Ching), o livro do Caminho e da Virtude. 
O taoísmo prega a aceitação e a concessão com relação à vida, compensando e complementando a austeridade e o rigor moral em que vivem os chineses. Acredita-se que tudo é composto pelos elementos opostos yin e yang. 

Taoísmo e Confucionismo: Existe certa dificuldade em se separar claramente o taoísmo do confucionismo. Ambos têm origem na China, em épocas próximas, sendo que o taoísmo é alguns anos mais antigo. As duas filosofias têm muito em comum quanto às idéias sobre o comportamento das pessoas e o entendimento do Universo. Não raro os chineses são ao mesmo tempo taoístas e confucionistas. Acredita-se que muitas das ideias das duas filosofias originaram-se bem antes.

Taoísmo e Budismo: Sendo um terceiro sistema filosófico que influencia o povo chinês, o budismo opõe-se ao taoísmo em alguns pontos. Como exemplo, a não existência de um ego individual e da natureza ilusória do mundo material. Compartilha alguns conceitos sobre o comportamento humano.

sábado, 16 de junho de 2012

I Ching, a arte da adivinhação


Segundo a lenda chinesa, Fu Hsi criou os trigramas e combinou-os em hexagramas há mais de cinco mil anos. Estava criado o I-Ching, uma das mais remotas formas de adivinhação proveniente da civilização chinesa, uma das mais antigas do mundo.
Adivinhar o futuro é uma das maiores obsessões de sempre da história do homem. Desde os magos que acompanhavam as tribos nómadas de caçadores, aos astrólogos dos reis e sultões, aos actuais parapsicólogos, a tentativa de vislumbrar o que está para lá das brumas do futuro tem sido uma arte cada vez mais refinada, recorrendo mesmo à ajuda de computadores.

Como todas as civilizações, também a China possui uma forma de adivinhação que tem passado gerações e que, para além de vislumbres possíveis do futuro, dá também respostas para questões mais filosóficas.
A arte de adivinhação do I Ching é proveniente de alguns livros extremamente antigos, escritos em tiras de bambu e encontrados em escavações arqueológicas no noroeste da China, num período anterior à dinastia Chou (1150 – 249 a.C.).
Aliás, poucos livros existem com uma origem tão remota quanto estes, tendo apenas como equivalente próximo o Velho Testamento.
Os primeiros caracteres e simbolos do I Ching foram gravados em ossos e conchas.
O I Ching ou Livro das Mutações tem servido de inspiração para o Confucionismo e o Taoísmo e está firmemente enraizado na cultura chinesa. Não se trata de um livro religioso, nem apresenta crenças únicas, antes mantém uma convicção não religiosa e dá uma orientação individual, com uma resposta para cada pessoa e para cada questão.
I Ching
O I Ching é constituído por sessenta e quatro hexagramas, originados de oito trigramas, cada um com a sua complexidade e interpretação: chiten, o criativo; k’un; o receptivo; chên, o incitar; k’na, o abismal; kên, a quietude; sun, a suavidade; li, o aderir; tui, a alegria.
Através do lançamento de pedras marcadas com os diferentes hexagramas ao mesmo tempo que se formula uma questão, de forma clara, a combinação de imagens fornece a resposta que pode ser válida por vários dias ou mesmo meses. Não se deve insistir na mesma, o que implica falta de respeito e esta consulta deve apenas ser feita uma vez por dia.
A forma como se age em relação ao I Ching depende de cada um individualmente, porque esta técnica ajuda cada indivíduo a viver a vida de forma integral, a ser criativo e a abrir as portas do universo.